Google Pixel 10a: O intermediário que promete (e entrega?) uma dose de IA

Ah, o Google Pixel 10a. Mais um ano, mais um Pixel da série ‘a’ chegando para nos lembrar que nem todo mundo precisa de um rim para ter um smartphone decente. E, para a surpresa de absolutamente ninguém, o Google lançou seu mais novo aparelho com a promessa de entregar uma experiência quase premium por um preço… bem, menos premium. Será que a gigante de Mountain View finalmente acertou a mão no equilíbrio entre custo e benefício, ou estamos diante de mais um caso de “quase lá”?
O que o Google nos vendeu (e o que a gente comprou)
De acordo com o blog oficial do Google, o Pixel 10a chega com um design elegante e refinado, com uma traseira completamente plana e a barra da câmera integrada de forma tão discreta que você pode até esquecer que ela está lá. E, para os eco-chatos, ele é feito com a maior quantidade de material reciclado de todos os Pixels da série A até hoje. Ou seja, você pode se sentir um pouco menos culpado ao comprar um gadget novo. Cores? Neblina, Obsidiana, Framboesa e Lavanda. Porque, aparentemente, o Google acha que somos todos poetas ou amantes de sorvetes exóticos.
Mas vamos ao que interessa: durabilidade e bateria. O 10a é o Pixel da série A mais resistente até agora, com proteção IP68 contra água e poeira (para aqueles momentos em que você decide lavar o celular na pia, ou derrubar na privada, acontece) e um Gorilla Glass 7i melhorado. A tela Actua de 6,3 polegadas é 11% mais brilhante que a do 9a, o que é ótimo para quem gosta de usar o celular sob o sol escaldante do meio-dia. E a bateria? Mais de 30 horas de autonomia, ou até 120 horas com o Modo de Economia de Bateria Extrema. Parece que o Google finalmente ouviu as preces dos viciados em tela.

Pixel 10a e suas Câmeras: Aquele toque de mágica (ou IA descarada)
Se tem uma coisa que o Pixel sempre se destacou é na câmera. E o 10a não decepciona (ou pelo menos não deveria). Com uma câmera principal de 48 MP e uma grande angular de 13 MP, o Google promete fotos “extraordinárias todos os dias”. E, claro, a IA está lá para dar aquela forcinha. O “Melhor take automático” garante que ninguém saia piscando na foto de grupo (adeus, fotos de família arruinadas!). O “Assistente de câmera” usa modelos Gemini para te dar dicas de iluminação e composição, transformando você em um fotógrafo profissional… ou pelo menos em alguém que tira fotos menos piores. E a cereja do bolo: o “Nano Banana” para reinventar suas fotos. Além disso, a funcionalidade “Adiciona-me” agora é compatível com grupos de diversos tamanhos, o que significa que você pode adicionar a tia-avó que mora longe na foto da festa de aniversário.
O cérebro por trás da operação: Tensor G4 e Gemini
Por baixo do capô, o Pixel 10a vem equipado com o chip Google Tensor G4, o que significa que você terá acesso total ao Gemini, o assistente de IA pessoal do Google. Conversas naturais e interativas? Sim. Circular para Pesquisar? Sim. Bloquear spammers? Com certeza. Parece que o Google está realmente empenhado em tornar a IA uma parte integrante da nossa vida, quer a gente queira ou não. E, para a tranquilidade dos mais aventureiros, o 10a é o primeiro da série A a oferecer Satélite SOS, para aqueles momentos em que você se perde na floresta e precisa chamar ajuda (ou pedir uma pizza, quem sabe?).

Preço e a dura realidade brasileira
Agora, a parte que mais dói no bolso: o preço. O Pixel 10a chega com um preço sugerido de US$ 499 nos EUA (equivalente a cerca de R$ 2.600 em conversão direta). Na Europa, ele será vendido por 559€ na versão de 128GB e 659€ na versão de 256GB, com disponibilidade a partir de 5 de março. Ou seja, o Google quer ser o queridinho do custo-benefício. No entanto, a triste realidade para nós, brasileiros, é que o Google não vende seus celulares no Brasil. Então, a menos que você tenha um amigo gringo ou esteja planejando uma viagem, o Pixel 10a continuará sendo um sonho distante. Uma pena, porque a ideia de ter um celular com Nano Banana é tentadora.
O que o povo está achando do Pixel 10a:
No Reddit, a galera está dividida, como sempre. Alguns estão animados com a bateria de 30 horas e as melhorias na câmera. Outros, porém, estão reclamando das bordas gigantes, que, segundo eles, não condizem com um celular de 2026 que custa mais de US$ 500. Há quem diga que o 10a é basicamente um Pixel 9b, sem grandes inovações. E a eterna discussão sobre a falta de um celular compacto continua. Parece que o Google não consegue agradar a todos, mas quem consegue, não é mesmo? A verdade é que, no final das contas, o Pixel 10a parece ser um bom intermediário, com foco em IA e câmera, mas que ainda tem seus pontos fracos. E, para o Brasil, continua sendo um luxo importado.
Eu particularmente, gostaria muito de testar. E você?




